Pais apreensivos com atrasos na requalificação da EB do Furadouro

Já a preparar o regresso às aulas, os pais dos alunos da EB do Furadouro estão apreensivos relativamente a uma obra que deveria ter-se concluído em Maio último e pode por em causa a reabertura da escola.
Nas redes sociais, os pais não poupam nas críticas: “É uma vergonha, quando prometem e falham num assunto tão importante como a educação, o bem estar das nossas crianças”, atira uma mãe, enquanto um pai dispara: “Se estas obras fossem para o lado de Cortegaça ou Esmoriz já estavam feitas há muito. É uma vergonha”.
A Câmara Municipal de Ovar confirma que “os prazos da empreitada derraparam e as obras estão atrasadas relativamente ao que estava inicialmente previsto”, mas diz que o atraso é da responsabilidade do empreiteiro – “que invoca razões relacionadas com estado de emergência e os confinamentos determinados pelo governo e a escassez de materiais de construção civil no mercado, nomeadamente o fornecimento de alumínios”.
Garantindo que “tomará todas as decisões, legal e contratualmente adequadas, necessárias à rápida conclusão dos trabalhos, Salvador Malheiro terá resolvido a situação de fornecimento dos alumínios que, a breve trecho, estarão aplicados na obra.
A Câmara Municipal de Ovar, o Agrupamento de Escolas de Ovar e a Associação de Pais do Jardim de Infância e da Escola Básica de Furadouro esperam ver concluídas todas as obras ainda em outubro deste ano, para que “rapidamente seja reposta uma situação de normalidade no ano lectivo e a comunidade escolar possa usufruir na plenitude daquele estabelecimento de ensino, devidamente requalificado e ampliado, e dos seus novos equipamentos”.
Até lá, numa decisão concertada e com a concordância das direcções do Agrupamento de Escolas e da Associação de Pais, ficou decidido que nenhuma das quatro turmas sairá da Escola Básica de Furadouro, tendo–se encontrado como solução manterem-se todas as turmas no edifício escolar e a instalação provisória do refeitório noutro espaço.