CulturaPrimeira Vista

Ana Freijo, uma galega com residência (artística) em Ovar

O projeto «In֎var as Letras» é uma residência artística da investigadora Ana Freijo, natural de Vilalba, na Galiza, e residente em Ovar, desde 2021.

Ela propõe-se abordar o sonoro e o musical na literatura portuguesa, a partir de um ponto de vista inovador, estimulando, assim, a imagem de Ovar como cidade criativa.

Com uma programação cultural plural, a ser desenvolvida entre abril de 2025 e março de 2026, o projeto «In֎var as Letras» toma como sede e laboratório de criação o símbolo literário da cidade, o Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense.

Ana Isabel Nistal Freijo é licenciada em Piano pela ESMAE-IPP, mestre em Estética pela FCSH-UNL e doutoranda em Estudos Artísticos | Estudos Musicais pela FLUC.

É também docente na ESMAE-IPP e investigadora do CECH-UC.

Apresenta-se regularmente em conferências em Portugal e no estrangeiro, tendo colaborado na organização de colóquios nacionais e internacionais.

A sua investigação situa-se no cruzamento entre a música, a literatura e a filosofia. Para além da ação pedagógica e científica, Ana Freijo desenvolve atualmente um projeto de ciência aberta, de forma singular e coletiva, enfocado na divulgação cultural para o grande público.

Nas margens do Davidsbündlertänze ​op. 6 de Robert Schumann

Na obra musical de Robert Schumann e no pensamento filosófico de Gilles Deleuze encontramos um procedimento metodológico paralelo, caracterizado pelo novo estatuto que o interstício ganha nas suas obras.

Em ambos detectamos um afastamento do domínio do pensamento binário (aquele tipo de pensamento que opera por dualismos), em favor de uma nova forma de pensamento que abraça a multiplicidade: de um pensamento de teor essencialista, sobre as coisas e sobre os seres (“É”), passamos a um pensamento de teor relacional, “entre as coisas” e “entre os seres” (“E”).

Esta comunicação aborda esta reorientação do pensamento operada por Deleuze e Schumann, ao conectar os seis princípios do modelo rizomático deleuziano com a análise das margens do Davidsbündlertänze op. 6 (1837) de Schumann.

 

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